Papotenza #07 Alex Casado – Games & Cinema

Fala, gamer!

Vocês gostam de Cinema? Gostam de videogames? Sabe o as mídias tem em comum? São todas mídias audiovisuais! O audiovisual é tudo aquilo que trabalha tanto o lado imagético quanto o lado sonoro. Os games são uma profunda experiência audiovisual, que diferente do Cinema, oferecem uma grande interação do jogador com o enredo. Mas será que essa distinção é tão sólida? Recentemente temos produções da Netflix que são filmes-interativos, e, do outro lado, temos jogos cinematográficos, como Death StrandingThe Last of Us. Para discutir a maneira como as ambas mídias se beneficiam uma da outra convidamos para o nosso Papotenza, o estudante de Audiovisual, Alex Casado! Vocês podem conferir como foi o nosso papo ao clicarem na miniatura deste post ou neste link.

A Potenza é uma equipe que veio para mudar o cenário gamer do país: queremos fazer dos jogadores os melhores possíveis, fazendo boas streams, produzindo conteúdo, subindo de elo no League of Legends, detonando em Wild Rift e no Free Fire! Se quer saber mais sobre a gente, clique aqui.

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Nos vemos na próxima, até mais!

 

Papotenza #04: Produtor de evento e-sports

Fala, gamers! Como estão?

Em nosso último episódio do “Papotenza”, o podcast da PotenzaGG, um bate-papo descontraído sempre na presença de um convidado do meio gamer. E neste quarto episódio contamos com a presença de Matheus Marinho! Matheus Marinho,21, é produtor de eventos de e-sports e pôde nos contar os desafios e alegrias de seguir nessa área, contribuindo para o desenvolvendo do cenário gamer e competitivo nacional. A conversa contou com a apresentação de nossos queridos podcasters Bárbaro e Tani. Você pode assistir o episódio no Youtube e na Twitch TV.

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Tenham um ótimo dia e até a próxima!

Games e Cinema: O melhor de dois mundos

Olá, gamers! Como vão?

Hoje decidimos falar sobre as paixões de muitos de vocês (e nossa também!): os games e os filmes. Recentemente vimos um boom na produção de filmes baseados em jogos de videogame, especialmente os games de grandes franquias, então hoje vamos falar de como nasceu essa relação e mostrar como os games e os jogos sempre caminharam muito lado a lado.

Uma história de amor:

O cinema é a 7ª arte. Desde sua origem, no final do século XIX, o cinema só cresceu e se popularizou, principalmente no século XX. Em nossos dias os filmes se tornaram um passatempo, entretenimento, assunto para conversar com amigos e familiares porque o cinema se tornou pop, assim como os videogames, a 10ª arte.

Famosa cena do filme “Viagem à Lua”, de Georges Méliès (1902), considerada a primeira obra de ficção do Cinema.

Ambos são visualizados em telas, grandes ou pequenas, mas só o videogame permite uma interação maior com o que assistimos. Porém existem muitos jogos que se inspiraram no cinema! Franquias de enorme sucesso, como Metal Gear, Silent Hill, Resident Evil, Heavy Rain e muitas outras. Essa inspiração dos games no cinema só foi possível na medida que o próprio cinema se desenvolveu, em suas produções e histórias.

Capa do game “Heavy Rain” (2010). Heavy Rain foi responsável por repensar os limites entre videogame e cinema.

Tomamos como exemplo Heavy Rain, um clássico do Playstation 3 que foi lançado em 2010, pensado para ser um grande filme interativo no qual participamos das escolhas dos personagens, gerando finais alternativos. O enredo de Heavy Rain é justamente sobre um serial killer que envolve quatro personagens em uma narrativa apreensiva. Esse tipo de trama só pôde ser elaborada quando o cinema já havia criado grandes obras de thriller, como Psicose (1960), do diretor Alfred Hitchcock. Ou ainda podemos citar a obra de Hideo Kojima, que, sendo um cinéfilo nato, nunca escondeu as influências que teve para criar o complexo e envolvente enredo da franquia Metal Gear, que bebeu de fontes como Os Canhões de Navarone (1961), 007: Contra Goldfinger (1964), Duro de Matar (1988), Planeta dos Macacos,  2001: Uma Odisséia no Espaço (ambos filmes foram lançados em 1968) e muitos outros. [linkar] Cabe citar que essas são só as referências cinematográficas de Kojima, existem outras dezenas de referências musicais para seus jogos.

Do Atari para a BlockBuster:

Agora que falamos sobre a relação entre os jogos e o cinema, ou seja, como uma arte alimenta outra, vamos falar do momento que elas se fundiram: o surgimento dos filmes adaptados de jogos de videogame.

Como vimos acima, o cinema precisou ter entre cinquenta a cem anos para inspirarem os jogos, enquanto os games surgiram desde a década de 1970 e desenvolveram a jogabilidade no final de 1980, mas os enredos de jogos viriam a se aprimorar nos anos 90, nessa época também os videogames passaram a ser um aparelho mais popular, presente em muitas casas pelo mundo afora.

Aproveitando essa popularização dos videogames, as grandes produtoras de filmes começaram a se atentar. Em 1993 a produtora Hollywood Pictures, estreava a adaptação de um dos jogos mais famosos e queridos de todos: Super Mario Bros. As aventuras dos encanadores Mario e Luigi para resgatar a princesa Peach já eram de conhecimento geral, por estarem presente não só no saudoso Super Nintendo, como também em desenhos animados que eram transmitidos na televisão, então era natural que um filme fizesse sucesso, certo?

Cenas tenebrosas! Tirem as crianças da sala! Eis o poster de “Super Mario Bros.” (1993).

Errado! O filme é um fiasco! Numa adaptação completamente maluca, Mario e Luigi precisam lutar com Bowser para salvar a princesa Peach que foi capturada e levada para uma dimensão onde os dinossauros não foram extintos, dando vida a raça do Bowser e os seus capangas goombas. O filme foi tão ruim que os atores já declararam em entrevista que foi um dos maiores arrependimentos de suas carreiras.

Independente da qualidade, Super Mario Bros. abriu um caminho para as adaptações de jogos de videogame/arcade que viriam, como Street Fighter (1994), Mortal Kombat (1995), Tomb Raider: Lara Croft (2001) e Resident Evil (2002). Depois de anos de aprendizado, agora temos um número considerável de filmes de games sendo produzidos, nos deixando ansiosos para ver nas telonas filmes como Uncharted, The Last of Us, Mortal Kombat e outros mais. E não podemos esquecer de alguns filmes que já estão no coração de muitos gamers, como Jogador N.1 (2018), Detona Ralph (2013) e outros.

Poster de “Jogador Nº1” (2018) ostentando seu óculos VR.

E o futuro, como será?

Com o desenvolvimento das duas mídias, agora os pontos de toque começam a surgir. A Netflix, por exemplo, é pioneira na produção de filmes/séries interativas, e na lista de filmes deste tipo temos a animação do game Where in the World is Carmen Sandiego?, que surgiu originalmente nos anos 80, com intuito de ensinar Geografia para as crianças. Hoje é uma animação e aplicativo mobile. Essa animação interativa faz com que o telespectador seja mais atuante ao assistir o programa, escolhendo as ações da personagem.

Imagem de “Carmen Sandiego” (2019), da Netflix.

Anos atrás também tivemos o surgimento da primeira experiência imersiva nos cinemas com os óculos 3D, que hoje são tão comuns quanto a pipoca e o refrigerante na sessão. Com o passar dos anos vimos o nascimento de poltronas especiais que procuram oferecer uma experiência tão imersiva que se mexem, soltam água e ventilam de acordo com o que ocorre no filme! Com óculos VRs, poltronas que mexem, filmes interativos, podemos dizer que o futuro é realmente imprevisível, mas que os filmes e games serão responsáveis por grandes mudanças, isso parece certo.

E agora deixe nos comentários sua opinião sobre nosso post de hoje, o que achou? Gosta de falar de jogos e cinema? Saiba que preparamos um podcast especial para você mostrando como essas mídias tem muito a dizer uma sobre a outra. Agradecemos a sua leitura até aqui, e não se esqueça  de compartilhar e seguir a Potenza.GG nas redes sociais e assinar a nossa newsletter para ficar por dentro de todas novidades! Um abraço e até mais!